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O silêncio

 Minha jornada em busca do diagnóstico de Apraxia de Fala na Infância (AFI) começou no dia em que li uma matéria na Folha de SP em 2017. Durante um ano, as intervenções para o Mateus foram baseadas na hipótese de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ele evoluía em vários aspectos, exceto na fala. A partir da leitura dessa matéria, mergulhei em pesquisas sobre o assunto. Eu e a fonoaudióloga do Mateus fizemos o treinamento da ABRAPRAXIA e começamos, por conta própria, a terapia fonoaudiológica com base no que aprendemos no curso. De repente, meu filho começou a pronunciar as vogais das palavras, parecia mágica. Em 2018, finalmente conseguimos o diagnóstico de Apraxia de Fala na Infância. Desde então, com o tratamento adequado, temos visto muita evolução.

Minha rede de apoio está se construindo aos poucos. Tenho o suporte das mães que conheci na LUMEN. 

Ainda há muito a ser feito, já que a Apraxia é um distúrbio pouco conhecido. Sinto que estamos desbravando novos caminhos. Tudo é novo e precisa do nosso empenho para alcançarmos resultados mais efetivos. A socialização ainda é um desafio; às vezes, as outras crianças não entendem o que meu filho quer dizer.


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